POR QUE AS PESSOAS SE OFENDEM?

POR QUE AS PESSOAS SE OFENDEM:

Agressões, críticas pejorativas, comportamentos tóxicos e falas grosseiras ou mal educadas de outras pessoas não deveriam causar efeito nocivo em alguém. Isso porque dizem respeito somente a como essa pessoa  (desiquilibrada) se sente e como lida com seus desequilíbrios emocionais e crenças.

Mas, quando alguém é afetado  pelas agressões verbais de outra, veremos então que essa pessoa tem problemas, também, forma de reação emocional.

Quando existem feridas emocionais profundas, a reação será desproporcional e o sofrimento em um episódio como esse poderá atingir de tal forma, que as reações podem chegar ao absurdo do descontrole, até da agressão física.

E como isso funciona?

Por exemplo: Uma pessoa pode passar por uma experiência bem desagradável, quando alguém de alguma forma, lhe faz uma acusação injusta, seja por interpretar que foi tratada com frieza e distante, ou por ter a sensação de não ter sido valorizada convenientemente.

Claramente, uma pessoa que pense assim, trata-se de alguém muito carente que apenas está projetando seus problemas pessoais, distorcendo e exagerando a realidade dos fatos.

Observe que tem muito mais a ver com a dimensão que a pessoa criticada dá ao evento e a sua interpretação (como ela vê) o fato do que o fato em si.  Na verdade, não é o fato em si que causa as reações adversas, mas como as pessoas interpretam e veem esse fato. O mais importante é é possível modificar essas reações quando se altera questões implantadas lá da infância que são os sentimentos de rejeição e abandono.

Nesse caso específico, a fonte de sua “irritação” deve estar na infância. Por exemplo, quando mãe trabalha fora e dá a filha pouca atenção deixando-a sozinha tomando conta da casa e de irmãos menores. Assim haveria, no caso, uma sobrecarga de exigências que a pessoa jovem não tem como cumprir de forma eficaz.

Exemplos como esses e outros eventos produzem feridas na autoestima que deixam marcas no subconsciente, gerando muito medo de ser julgada e criticada, gerando uma busca pelo perfeccionismo e uma sensibilidade muito grande a ataques de pessoas desequilibradas emocionalmente.

Não raro, desenvolvem quadros de doenças psicossomáticas como a fibromialgia, urticária crônica, dores lombares, ansiedade, e episódios esporádicos de pânico.

O fato é que, depois que se limpa uma parte da carga emocional desses eventos da infância, através da terapia com a ressignificação das lembranças traumáticas, utilizando-se técnicas como a hipnose, a regressão, técnicas de EFT e de PNL, que fará a pessoa bloquear o gatilho que causa esses impulsos desproporcionais ao ouvir ataques de uma pessoa desajustada (que também está com problemas), que faz críticas e ataques infundados.

Depois de um trabalho terapêutico, esses eventos ao invés de se afetar de forma desesperada como antes, com crises de ansiedades e faltar ao trabalho no dia seguinte para se recuperar, a pessoa simplesmente, passa a entender na hora, de forma tranquila, que o problema não está nela, e sim, na pessoa que a agride, o que deixa a pessoa em paz diante da situação.

Até os eventuais quadros psicossomáticos tendem a desaparecer.

Resumindo: A reação desproporcional acontece quando a pessoa que é submetida a uma experiência como essa, acredita lá no fundo do seu inconsciente que tem algo de errado consigo mesma, e que ela é a razão do ataque, chilique ou crítica infundada. Ainda que racionalmente ela perceba que a pessoa que está fazendo o ataque ou tendo o comportamento tóxico está errada e é uma pessoa problemática, no fundo, lá no fundo, ela acredita, mesmo que seja de forma inconsciente, que o problema que deu causa a essa situação está dentro de si.

Isso acontece devido a uma PROGRAMAÇÃO DO SUBCONSCIENTE que é criada na infância.

Porque é exatamente assim que a criança se sente na infância quando passa por experiências de rejeição e abandono. Ela acredita que é sua culpa, sua responsabilidade, que não é boa o suficiente, e que merece, portanto, aquela falta de amor por alguma razão.

Na mente da criança, se sua mãe, pai ou cuidador, que em teoria deveria amá-la incondicionalmente e tratá-la com carinho e atenção, não está fazendo isso, ela acredita então que é porque tem algo de errado consigo. E assim a criança cresce com esse tipo de crença profundamente enraizada e se torna um adulto sensível e inseguro.

Para a maioria das pessoas essas conexões não são óbvias. Elas apenas sofrem no seu dia a dia com ansiedade, depressão, pânico, problemas de autoestima, problemas de relacionamento, sem entender a raiz profunda de tudo isso.

O terapeuta tem um papel muito importante de conduzir o trabalho com perguntas, investigações sobre o passado, fazer as conexões e fazer a limpeza das emoções, por técnicas que irão alterar a sua visão de mundo, a partir da ressignificação das lembranças armazenadas no subconsciente.

Abraços,

JORGE RAMOS – Terapeuta

  

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